O exame de laringoscopia é considerado breve e simples. Por meio dele, é possível que o especialista observe as vias aéreas superiores, como nariz, laringe e faringe. O exame é feito com o aparelho endoscópio, denominado laringoscópio.

Contudo o procedimento da laringoscopia é realizado a partir de um diagnóstico de problemas com a laringe, que é uma via aérea com a função de transmitir o som. Acima de tudo o exame deve ser feito a partir de sintomas diagnosticados pelo médico especialista, o otorrinolaringologista. Posteriormente após o exame, caso necessário, deve tratamento de determinadas patologias apresentadas no resultado.

Por sua vez, a Laringoscopia também por ser feita não só para a presunção de doenças na região, mas também por razões de incomodo. O exame pode necessário antes de cirurgias como a retirada de pólipos, nódulos e corpos estranhos; cauterização de lesões vasculares; e dilatação de estreitamento.

 

O que é a laringoscopia?

Para a realização do exame de Laringoscopia, há dois tipos de aparelhos diferentes. Um dos aparelhos usados é um aparelho rígido, que é geralmente introduzido pela boca do paciente. Posteriormente o outro aparelho utilizado é um aparelho flexível, sendo um tubo feito de fibras óticas, que é introduzido pelo nariz (neste caso, o exame é chamado de nasolaringoscopia).

O laringoscópio rígido e o laringoscópio flexível possuem um aspecto em comum: as suas extremidades contêm uma câmera minúscula, com o propósito de detectar imagens do interior das áreas respiratórias. Dessa forma, é possível que o paciente visualize o seu percurso e o assista por meio de um monitor.

Porém quando há a opção de o exame ocorrer por vídeo, o exame recebe o nome de videolaringoscopia ou videonasolaringoscopia.

 

Como é o procedimento?

O exame de laringoscopia não exige grandes preparos anteriores, a não ser o jejum de oito horas que deve ser feito. Contudo isso, de certa forma, não impede que o paciente faça suas atividades diárias.

Realizado em um ambiente ambulatorial ou clínicas, o procedimento é rápido e tem a duração aproxima de dez minutos. Assim então, o paciente deve permanecer sentado durante todo o exame, apenas com a língua para fora da boca se precisar.

Antes do procedimento, são anestesiadas (geralmente por spray) as regiões onde estão localizadas a faringe e a laringe para que o laringoscópio seja introduzido por via oral ou nasal e direcionado ao local onde deve ser examinado.

Normalmente, a introdução do aparelho não causa grandes incômodos ao paciente, mas, em determinados casos, é possível aparecer alguma reação, mesmo com a anestesia local. Posteriormente sintomas como espirros, tosses, náuseas, vômitos, rouquidão passageira, inflamação e inchaço da garganta podem surgir.

O exame exige a colaboração do paciente. Por conta disso, o exame realizado em crianças, por vezes, pode ser um pouco conturbado.  Todavia neste caso, o médico pode optar por realizar o procedimento com o paciente sedado, de acordo com a sua resistência e avaliando as suas intolerâncias.

 

Para quem é indicada?

O exame de laringoscopia é um método fácil para o diagnóstico de lesões funcionais ou orgânicas situadas na cavidade oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e cordas vocais. Entre os sintomas aparentes para a realização do exame estão:

  • Rouquidão ou disfonia prolongadas;
  • Tosse crônica ou acompanhada de sangue;
  • Dificuldade/dor para engolir ou mastigar;
  • Surgimento de aftas com frequência;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Dor de garganta crônica;
  • Suspeita de câncer;
  • Tabagismo crônico;
  • Sensação de possuir um caroço na garganta;
  • Histórico familiar de câncer de cabeça ou pescoço.

Contraindicação

O exame de laringoscopia não apresenta nenhuma contraindicação. O médico responsável, o otorrinolaringologista, deve avaliar as condições de cada paciente e, caso necessário, restringir o procedimento.

 

Cuidados pós-cirúrgico da laringoscopia

Quando o exame for realizado sem o uso de sedativos, o paciente pode ser liberado logo após o procedimento e voltar às suas atividades normais do dia a dia. Contudo deve permanecer em repouso por algumas horas e ter uma alimentação leve, posteriormente.

Caso o paciente tenha recebido o sedativo para a execução do exame, é preciso esperar que o efeito da medicação passe, além de precisar contar com o auxílio de um acompanhante. Nas doze horas seguintes do exame, o paciente deve permanecer em repouso absoluto. É necessário seguir os cuidados do médico especialista.