Ronco e Apnéia

Ronco e ApnéiaO distúrbio respiratório do sono mais frequente é a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). Seu sinal clínico mais importante é o ronco associado à sonolência diurna excessiva.

Antes de falarmos da doença, de forma direta, daremos algumas informações sobre o sono.
O significado do ronco é a dificuldade da passagem de ar pela garganta, que produz a vibração dos tecidos (palato mole / úvula). O ronco não é normal, e por isso deve ser avaliado por um médico especialista.

”O ronco tem tratamento”

Com qual tipo de ronco devemos nos preocupar?

O ronco que possui um tom alto: ocorre todas as noites e apresenta “pausas” que podem durar de 10 a 90 segundos; sua retomada ocorre com um tom mais alto, quando a pessoa apresenta movimentos bruscos, com sensação de sufocamento.

Só ronca quem é obeso?

Não, a obesidade atua como um fator agravante no ronco, que pode diminuir com a perda de peso.

O que é Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono?

É o distúrbio respiratório mais frequente do sono e caracteriza-se pela associação do ronco e pela sonolência diurna excessiva.

O que é Apnéia do Sono?

Apnéia significa “sem ar” ou “parada da respiração”. Apnéia do sono é um problema respiratório, que acontece enquanto dormimos, caracterizado por interrupções breves e repetidas da respiração (com duração de pelo menos 10 segundos numa frequência maior que 5 episódios por hora de sono).

Por que Apnéia Obstrutiva?

Porque a passagem de ar pela garganta encontra-se obstruída pelo relaxamento dos músculos. A sua duração varia de 10 a 90 segundos

E as crianças que roncam?

É muito importante que se verifique porque a criança ronca, pois sabemos que a criança que ronca e não é tratada, quando adulta será certamente portadora de Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono. Além disso, a criança apresentará problemas em seu crescimento ósseo, podendo apresentar dificuldades escolares e irritabilidade excessiva.
“É IMPORTANTE SABER QUE TAMBÉM EXISTE TRATAMENTO PARA A CRIANÇA QUE RONCA”

O ronco acontece só com os homens?

Na maioria dos casos sim, no entanto as mulheres quando entram no período da menopausa, passam a roncar com mais frequência.
Acredita-se que, neste período, as mulheres perdem a proteção hormonal que existia antes da menopausa.

Quais as conseqüências da Apnéia Obstrutiva do sono?

As conseqüências mais frequentes são: aumento da pressão arterial, alteração do ritmo do coração, enfarto agudo do miocárdio, derrame cerebral e sonolência diurna excessiva. Essas complicações acontecem devido às alterações no sono (microdespertar), à respiração e à oxigenação do sangue.

Você sabia que 54% dos acidentes de trânsito ocorrem por sonolência causada pela privação do sono de forma aguda ou crônica?
Você sabia que 24% dos acidentes domésticos são causados por sonolência?
Você sabia que levantar várias vezes durante a noite para urinar, pode ser causado pela Apnéia Obstrutiva do Sono?
Você sabia que a perda de memória, a diminuição de concentração, a queda do desejo sexual, a irritabilidade e a dor de cabeça ao despertar podem ser provocadas pela Apnéia Obstrutiva do Sono?

Sintomas da Apnéia do Sono

Você sabia que o diagnóstico da síndrome da apnéia obstrutiva do sono é feito de forma bastante segura e sem riscos?
Diurnos:
Ronco e Apnéia
Sonolência
Dificuldade de concentração
Irritabilidade
Sintomas de depressão
Diminuição da libido
Noturnos:

Ronco e Apnéia

Ronco
Apnéia observada
Sufocamento
Sudorese
Noctúria
Como é feito o diagnóstico?

Inicialmente deve-se procurar um médico para que seja feita uma avaliação inicial. Caso seja confirmada a suspeita, ele indicará um médico especialista em distúrbio do sono, que realizará uma polissonografia, caso seja necessário.

O que é uma polissonografia?

É o exame utilizado para o diagnóstico da Síndrome Obstrutiva do Sono.

Como a polissonografia é realizada?

O paciente dorme uma noite no laboratório do Sono (Hospital ou Clínica), que é um local próprio para a realização desse exame, onde será feita a gravação do funcionamento do cérebro, do coração, da respiração e da oxigenação durante o sono.
Também pode ser feita em casa, utilizando modernos aparelhos portáteis que também monitorizam o sono (polissonografia domiciliar).

Caso se confirme o diagnóstico, existe tratamento?

Sim. O tratamento depende da gravidade da doença, ou seja, se a doença for leve, o tratamento é a orientação de medidas de higiene do sono, a perda de peso (em caso de peso excessivo) e a avaliação das vias aéreas superiores (garganta e nariz) pelo especialista.
Nas formas da doença, de moderada à grave, é usado um aparelho chamado CPAP (Pressão Positiva Contínua de AR) durante o sono. Este aparelho é utilizado por meio de uma máscara nasal, onde uma pressão de ar positiva mantém as vias aéreas desobstruídas.

Existe outro tipo de tratamento?

Novamente temos que conhecer o nível de gravidade da doença, para que se possa selecionar o paciente, que poderá se beneficiar ou não das alternativas do tratamento cirúrgico – contra indicado em alguns casos.
O aparelho intra-oral também deverá ser avaliado pelo ortodontista.

Existe tratamento com remédio?

Não! Até o momento não existe alternativa de remédio para o tratamento da doença.

E se não tratar, o que acontece?

Inicialmente pode-se afirmar que a qualidade de vida continuará muito ruim. Além disso, existem as complicações cardiovasculares que podem ocorrer, e também a sonolência excessiva que aumenta muito os riscos de acidentes de trânsito e de trabalho.

”A QUALIDADE DE VIDA É O EQUILÍBRIO ENTRE O SONO E A VIGÍLIA. UM SONO DE MÁ QUALIDADE, LEVA A UMA VIGÍLIA DE MÁ QUALIDADE.”
ATENÇÃO! É MUITO PERIGOSA A AUTOMEDICAÇÃO, POR ISSO PROCURE SEMPRE SEU MÉDICO.