Como todo mundo sabe o sono é fundamental para a saúde do nosso corpo. Nas noites em que não dormimos muito bem parece que o dia não rende o que deveria e não conseguimos nos concentrar em nada.

No entanto, muitas vezes acordamos cansados mesmo depois do que parece ter sido uma noite bem dormida. Um dos motivos para isso pode estar ligado à apneia do sono.

Segundo um levantamento realizado pela Universidade Federal de São  Paulo (Unifesp), 76% dos brasileiros têm pelo menos uma queixa relacionada à qualidade do sono.

Dentre os problemas mais comuns está a Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) que, segundo estimativa do Ministério da Saúde, afeta cerca de 33% da população brasileira.

O que é a apneia do sono

Ao contrário do que muitos pensam, o ronco não é a causa da SAOS. O que acontece é que esse problema é causado pelo estreitamento da passagem de ar pela garganta.

Esse estreitamento acarreta uma parada respiratória enquanto a pessoa está dormindo, o que diminui a oxigenação do corpo e, assim, o cérebro emite um alerta que causa microdespertares durante o sono.

Os microdespertares, por sua vez,  impedem que as pessoas com SAOS descansem corretamente. O ronco é um sinal do problema e vem acompanhado de engasgos durante a noite. Muitas pessoas, inclusive, nem percebem que estão roncando ou engasgando.

A apneia obstrutiva do sono é a versão mais comum da doença. No entanto, existe também a apneia central do sono, que é um tipo mais raro, causado por uma alteração na região do cérebro que controla a respiração.

A apneia do sono tem solução e quando tratada corretamente pode evitar problemas mais graves como o infarto do miocárdio, AVC, diabetes, distúrbios neurológicos, cognitivos e obesidade.

Sinais e sintomas

  •  Ronco;
  •  Respiração ofegante;
  •  Sensação de sufocamento ao dormir;
  •  Sono agitado;
  •  Sonolência ao longo do dia;
  •  Dificuldade de concentração;
  •  Dores de cabeça matinais.

Possíveis causas

  • Excesso de peso;
  • Maxilar inferior encurtado, o que empurra a língua muito para trás, tapando a garganta;
  • Tabagismo;
  • Álcool em excesso;
  • Uso exagerado ou equivocado de sedativos;
  • Aumento das amígdalas e adenóides;
  • Dormir de barriga para cima;
  • Tumores.

Diagnóstico

O relato dos parceiros a respeito de um sono agitado e ruidoso é, geralmente, o ponto de partida para diagnosticar o problema. O diagnóstico, por usa vez, é feito a partir de um exame chamado polissonografia.

O paciente passa uma noite em um laboratório do sono em um hospital ou clínica especializada, onde irá dormir ligado a um aparelho que registra dados, como os batimentos cardíacos, atividade cerebral, movimento dos olhos, respiração e nível de oxigênio no sangue. 

Após o registro dessas informações, o sono do paciente é classificado por níveis. Entre os níveis 5 e 15 a apneia é considerada normal. De 15 ao 30, moderada. Acima do nível 30 a apneia é classificada como grave.

A partir do diagnóstico e a descoberta da origem do distúrbio, o paciente recebe o devido tratamento com especialista. Um desses especialistas pode ser o dentista.

A odontologia do sono

A apneia do sono pode afetar, também, a saúde bucal. Pessoas com essa doença costumam dormir de boca aberta, o que diminui o fluxo salivar, ressecando a boca. Sendo assim, a apneia pode aumentar os riscos de desenvolvimento de doenças gengivais, como gengivite e periodontite.

O setor odontológico conta com uma área para tratar de alguns distúrbios do sono, como a apneia. A odontologia do sono é uma especialidade relativamente nova, mas muito importante para a saúde das pessoas, pois está relacionada diretamente com a respiração.

Como é o tratamento com um profissional da odontologia do sono?

Um profissional especializado em odontologia do sono é capaz de diagnosticar e tratar distúrbios do sono, como o ronco e a SAOS, por meio de aparelhos intraorais (AIO).

O auxílio do dentista é indicado para os casos leves e moderados, pois só ele pode fazer os AIOs para abrir a passagem de ar. Nos casos mais graves será necessário o uso do CPAP, aparelho que envia um fluxo de ar contínuo para as vias aéreas do paciente durante o sono.

Como funciona o aparelho intrabucal?

Como dito anteriormente, a apneia é causada pela obstrução da garganta durante o sono. Para solucionar esse problema, o dentista irá fazer um aparelho intrabucal, que pode ser de silicone ou aço inoxidável.

O AIO mantém a mandíbula firmemente para frente, o que estica os tecidos da garganta, deixando o caminho desobstruído para a passagem do ar.

Além disso, o paciente permanece com a boca fechada, pois os dentes estão sendo segurados pelo aparelho e os músculos da região do maxilar são forçados a ficar tensos e firmes, evitando o ronco.

A adaptação do paciente ao uso do aparelho é bem tranquila, ele  não ficará com dores e nem corre o risco de apresentar mudanças na fala e em outros hábitos do dia a dia.

Conte com a ajuda de um dentista!

Com esse artigo deu para perceber que a apneia do sono é um problema sério que pode desencadear danos à saúde e, até, a morte, em casos mais graves.

Por isso,  não exite em procurar pela ajuda de um dentista especializado ao perceber algum dos sinais descritos aqui.

Caso você não tenha um dentista de confiança ou não conhece um especialista em odontologia do sono é recomendável acionar o seu convênio dentário ou o plano dental empresarial oferecido pela a empresa em que você trabalha.

Consulte a sua empresa sobre a existência desse benefício. Se você é o dono de um empreendimento e ainda não conta com  convênio odontológico empresarial procure na internet por termos como “plano odontológico empresarial preços”, para saber as opções existente e qual se encaixa melhor nas necessidades do seu negócio.

Texto produzido por Estela Lima, redatora da empresa Ideal Odonto.