A labirintite é uma condição que afeta homens e mulheres, sendo mais comum após os 40 anos de idade. A tontura é o sintoma mais comum e, junto com outras manifestações, comprometem sobremaneira a qualidade de vida do indivíduo. A seguir, vamos saber o que, de fato, é a labirintite, suas causas e sintomas e o que fazer para aliviar o desconforto provocado por esta inflamação.
O que é labirintite?
A labirintite é um termo usado para definir uma inflamação que acontece no labirinto, estrutura óssea localizada na região interna do ouvido. No labirinto, estão a cóclea, responsável pela audição, e o vestíbulo, responsável pelo equilíbrio.
É por esta razão que os dois sintomas mais comuns da labirintite são a tontura ou sensação de desequilíbrio, e também os zumbidos ou redução da capacidade auditiva.
O que causa a labirintite?
As causas da labirintite são muitas e bastante variadas. De maneira geral, o distúrbio se manifesta após os 40 ou 50 anos em razão da alteração de diversos processos metabólicos, característica comum nessa faixa etária.
Não à toa, idosos fazem parte do grupo que mais sofre com a labirintite, atrelado ao fato de que, nesse público, algumas doenças causadoras da inflamação se tornam mais comuns, como a diabetes e a hipertensão arterial.
Outra característica que liga a labirintite à idade é a degeneração natural de tecidos e células da região, o que acaba por reduzir o seu aspecto saudável e facilita a invasão de bactérias, fungos e vírus causadores de inflamações e infecções.
Podemos definir como causas principais da labirintite as seguintes condições:
- Idade;
- Diabetes;
- Hipertensão arterial;
- Colesterol alto, com acúmulo de placas de gordura no sangue;
- Infecções virais, como gripes e resfriados;
- Infecções bacterianas;
- Otite;
- Problemas emocionais, como ansiedade, estresse e depressão;
- Tumores na região do labirinto;
- Consumo excessivo de álcool;
- Consumo excessivo de café;
- Tabagismo;
- Quadros de enxaqueca;
- Alguns tipos de medicamentos, como os antibióticos e os anti-inflamatórios;
- Problemas circulatórios e muitos outros.
Como pudemos perceber, há uma enorme quantidade de fatores que podem desencadear uma crise de labirintite. Portanto, além de tratar a inflamação em si, é preciso conhecer e tratar também a origem daquele incômodo.
Quais são os primeiros sinais da labirintite?
A tontura é um sintoma comumente associado à labirintite. Essa ligação é tão popular que, na grande maioria das vezes, quando um pessoa diz que está sentindo tontura, alguém sugere que talvez seja uma crise de labirintite.
Contudo, o que ocorre durante a crise de labirintite é a vertigem, que é um tipo de tontura, mas que possui algumas características específicas e ajudam a identificar a labirintite de verdade.
A tontura é uma sensação ilusória de falta de equilíbrio, como se a cabeça estivesse girando e o corpo não conseguisse mais permanecer na posição que ocupa. Em outras palavras, a pessoa sente que vai cair a qualquer momento.
A vertigem, por sua vez, causa um efeito rotatório, como se tudo ao redor estivesse se movimentando. Além da vertigem, outros sintomas típicos da labirintite são:
- Náuseas;
- Vômitos;
- Problemas de audição;
- Suor excessivo;
- Zumbido persistente;
- Problemas gastrointestinais, como a popular dor de barriga;
- Mal estar generalizado.
Toda tontura é labirintite?
Não. Na verdade, a tontura é apenas um sintoma que pode indicar vários tipos de doenças ou situações diversas, como enxaquecas, diabetes, má alimentação, colesterol alto, problemas cerebrais, doenças respiratórias e até AVC.
A tontura que acompanha a labirintite, geralmente, está associada a outros sintomas, como a náusea, vômito, suor, mal estar e os problemas auditivos. É, na verdade, uma vertigem.
Então, em vez de se autodiagnosticar e acreditar que a tontura que está sentindo é uma labirintite, é fundamental buscar atendimento médico para entender o que, de fato, está causando aquela condição e, depois disso, tratar a sua origem.
Como é a crise da labirintite?
Conhecer os sintomas da labirintite é importante para identificar o problema e lidar com ele da melhor forma. Quando os sintomas surgem, dizemos que o indivíduo está sofrendo uma crise de labirintite.
A crise de labirintite pode ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite e começa com a vertigem, a sensação de que os objetos e pessoas ao redor estão girando. O indivíduo também tem dificuldade em focar a visão, o que piora o desequilíbrio.
Os outros sintomas, como as náuseas, os vômitos, a sudorese e os zumbidos podem surgir logo em seguida, obrigando essa pessoa a fazer repouso imediato para que se recupere do mal estar.
A crise de labirintite pode surgir em decorrência de vários gatilhos, que devem ser evitados, se possível. São eles:
- Movimentar a cabeça de forma brusca;
- Levantar rapidamente, principalmente após passar algum tempo sentado ou deitado;
- Ficar exposto a muitos estímulos visuais, barulhos intensos e similares.
Quanto tempo dura uma crise de labirintite?
A crise de labirintite pode durar alguns minutos, mas também pode permanecer por horas e até dias durante a sua fase aguda, comprometendo totalmente a rotina e a qualidade de vida do paciente.
A duração e a intensidade da crise de labirintite dependem diretamente da causa da inflamação, da idade, e também do tipo de tratamento que está sendo realizado naquele indivíduo.
Os sintomas começam a aparecer 3 ou 4 dias depois da instalação do processo inflamatório, são mais intensos nos primeiros dias da crise e vão diminuindo com o passar do tempo.
O que é bom para aliviar a labirintite?
Durante a crise de labirintite, é importante tomar alguns cuidados não só para aliviar o desconforto provocado pela junção de todos os sintomas, mas também para evitar acidentes, como quedas e outros transtornos decorrentes do desequilíbrio. Confira as dicas:
- Afaste-se de situações e locais perigosos, como sacadas, escadas, fogões, móveis com extremidades pontiagudas, etc;
- Sente-se ou deite-se de lado, mantenha os olhos abertos e tente fixar o olhar em algum ponto;
- Evite fechar os olhos, pois a tontura se tornará mais forte;
- Evite movimentos bruscos;
- Permaneça em repouso, em um local tranquilo, silencioso e sem interferências visuais, até ter condições mínimas de terminar o que estava fazendo;
- Não ingira alimentos ou bebidas estimulantes, como o café, refrigerantes e chocolate;
- Evite dirigir ou manipular qualquer objeto sobre o qual não tenha total controle;
- Evite a automedicação;
- Procure atendimento médico, principalmente se não tiver certeza de que realmente pode estar sofrendo uma crise de labirintite. Como vimos, a tontura pode indicar outras doenças graves e que devem ser tratadas com urgência.
O que mais ataca a labirintite?
Apesar de não haver uma causa exata da labirintite, acredita-se que a maior parte dos casos identificados do distúrbio do labirinto seja em decorrência de infecções virais, como gripes, resfriados, herpes, sarampo, poliomielite e outras doenças.
No caso das gripes e dos resfriados, infecções muito corriqueiras em todas as faixas etárias e que podem ocorrer de forma periódica, é muito importante tratar completamente essas doenças para que elas não comprometam o sistema imunológico, deixando o labirinto mais suscetível aos vírus invasores.
Além disso, as alergias recorrentes também deixam a região do labirinto mais fragilizada, favorecendo a instalação de vírus e bactérias. Por isso, devem ser acompanhadas por um especialista.
É possível prevenir a labirintite?
Nem todas as causas da labirintite podem ser evitadas, como a idade, por exemplo. Contudo, existem alguns cuidados que podem e devem ser seguidos por quem sofre com o problema para evitar as tão temidas crises. Veja só:
- Tenha hábitos saudáveis, evitando o álcool e o cigarro;
- Invista em uma alimentação natural, nutritiva e com pouca gordura, açúcar e sal;
- Controle as doenças já existentes, como a diabetes e a hipertensão;
- Evite picos de estresse e de ansiedade;
- Reduza o sobrepeso, melhorando a alimentação e praticando exercício físico com frequência;
- Tenha noites de sono realmente efetivas;
- Evite ficar muito tempo sem se alimentar;
- Visite o seu otorrino regularmente;
- Beba bastante água;
- Faça exercícios físicos regularmente;
- Evite o consumo excessivo de café, chocolate, refrigerantes de cola e de água tônica.
Diagnóstico e tratamento da labirintite
A labirintite deve ser tratada por um otorrinolaringologista, neurologista ou otoneurologista, mas também pode ser diagnosticada pelo clínico geral, durante as consultas de rotina.
O diagnóstico é feito a partir da análise dos sintomas, da realização de exames para descartar outras doenças e de testes específicos para a identificação do distúrbio do labirinto.
Os medicamentos prescritos podem ser anti-inflamatórios, antibióticos e até ansiolíticos, dependendo da causa do problema. Em casos de infecção por fungos, pode ser necessária a remoção do agente nocivo pelo otorrino.
Outra fase do tratamento da labirintite requer participação ativa do paciente, pois implica em mudança de hábitos e adoção de práticas mais saudáveis nos cuidados com o corpo, com a alimentação, com o sono e com as emoções.
Vale destacar que a labirintite tem cura, desde que seja tratada corretamente pelo otorrino. Quando negligenciada, a labirintite pode se tornar crônica, situação que causa ao indivíduo quadros contínuos de vertigem e demais sintomas da inflamação.
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